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Tua silhueta
entre real e ideal
urge meus gestos.
Teus silêncios
ciciam
nas paredes puro cal.
A luz outrora risonha
chicoteia
olhos indormidos.
E na manhã temida
tua voz
recusando os movimentos.
Quem dera a rua
luminosa e fértil.
Quem dera o tato
nas trevas do teu corpo.
Quem dera o teu próprio corpo
rendido ao desejo
do meu despertar.
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Poema publicado originalmente no livro Os dias anônimos (1999)
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